1.5.12

Dói o pezinho!




Sim, eu gostava de dizer, vaidosamente, que faço parte daquilo que é a Academia de Lisboa, mas orgulho não é propriamente o sentimento que fica depois de assistir à suposta Monumental Serenata da semana académica de Lisboa.

Uma indecente rebaldaria ornamentada com egoísmo, desrespeito e acima de tudo muita falta de valores.

A serenata é aquele momento em que as baladas das tunas fazem os padrinhos e os afilhados envolverem-se no seu primeiro traçar de capa ao ponto de os olhos se tornarem pontos de passagem das Tágides. Esta serenata foi tudo menos isso. A única choradeira que eu vi, proveio de uma caloira decadente a berrar que nem uma cabritinha por estar num estado de embriaguez incontrolado. E claro que a Serenata também é o palco ideal para pindériquices como dar chapadas ao ex-namorado.

E depois ainda se queixam que a praxe é demasiado dura. Quem não tem estofo para a praxe, não tem legitimidade para envergar o traje. E é por isso que o primeiro ano de praxe é tão importante para incutir valores que certas pessoas não têm.
Se antes se celebrava a inteligência dos universitários nestes eventos académicos, onde envergar o traje era um símbolo de maturidade e conquista de um lugar digno na sociedade. Hoje, pelo que presenciei, ontem na serenata de lisboa, envergar o traje académico é, para muita gente, como vestir um fato de treino e ir dar umas voltinhas por aí...

E devia, também, referir a triste escolha do local para a Serenada mas, sinceramente, com este tipo de comportamentos, até o local era mais digno que as pessoas.

Tenho muita pena em dizer isto, mas ontem senti-me envergonhada de estar trajada no meio de pessoas assim.

E é nestas altura que eu agradeço ao Minotauro por a nossa faculdade ter uma serenata privada, onde o momento é realmente encarado com respeito e decência.





e NISTO...

 ...FUI!

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