Sim, eu gostava de dizer, vaidosamente, que faço parte daquilo que é a Academia de Lisboa, mas orgulho não é propriamente o sentimento que fica depois de assistir à suposta Monumental Serenata da semana académica de Lisboa.
Uma indecente rebaldaria
ornamentada com egoísmo, desrespeito e acima de tudo muita falta de valores.
A serenata é aquele momento em
que as baladas das tunas fazem os padrinhos e os afilhados envolverem-se no seu
primeiro traçar de capa ao ponto de os olhos se tornarem pontos de passagem das
Tágides. Esta serenata foi tudo menos isso. A única choradeira que eu vi,
proveio de uma caloira decadente a berrar que nem uma cabritinha por estar num
estado de embriaguez incontrolado. E claro que a Serenata também é o palco ideal
para pindériquices como dar chapadas ao ex-namorado.
E depois ainda se queixam que a
praxe é demasiado dura. Quem não tem estofo para a praxe, não tem legitimidade
para envergar o traje. E é por isso que o primeiro ano de praxe é tão
importante para incutir valores que certas pessoas não têm.
Se antes se celebrava a inteligência
dos universitários nestes eventos académicos, onde envergar o traje era um símbolo
de maturidade e conquista de um lugar digno na sociedade. Hoje, pelo que
presenciei, ontem na serenata de lisboa, envergar o traje académico é, para
muita gente, como vestir um fato de treino e ir dar umas voltinhas por aí...
E devia, também, referir a triste escolha do local para a Serenada mas, sinceramente, com este tipo de comportamentos, até o local era mais digno que as pessoas.
Tenho muita pena em dizer isto,
mas ontem senti-me envergonhada de estar trajada no meio de pessoas assim.
E é nestas altura que eu agradeço
ao Minotauro por a nossa faculdade ter uma serenata privada, onde o momento é
realmente encarado com respeito e decência.
e NISTO...
...FUI!

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